17 ago

Vida de caminhoneira – os desafios das mulheres no trecho

A carreira de caminhoneiro durante muito tempo foi vista como exclusiva para os homens. Essa realidade, porém, vem mudando. Enfrentando os preconceitos e desafios da profissão, na última década é possível notar o crescimento das mulheres atrás dos volantes.

Tanto é assim, que não é raro encontramos inúmeras histórias de mulheres que optaram por seguir a carreira na boleia. Embora esses sejam indicativos da presença feminina nos caminhões, não há, ainda, dados consolidados sobre o número de mulheres caminhoneiras.

A falta de informação se reflete, em muitos casos, em falta ações que permitam superar os desafios impostos ao gênero.

Mulheres caminhoneiras: a superação e os desafios

Até poucos anos atrás encontrar mulheres guiando caminhões era uma raridade que causava espanto e estranheza. Essa realidade, contudo, tem se modificado sendo cada vez mais comum encontrar mulheres que aderem à profissão.

Para muitas delas a inspiração e desejo de seguir a carreira nas estradas vem da influencia de familiares e companheiros. Em uma sociedade onde é comum o mito de que a mulher “dirige mal” ou não “deve fazer trabalhos pesados”, esse fato é significante.

Não que não haja preconceito, ou que o mercado de trabalho para as mulheres não seja,
ainda, reduzido. Porém, ao conquistarem seu espaço, contribuem para lentamente passar por cima do senso comum.

Prova disso é que algumas empresas já têm como política a contratação de mulheres para condução de suas frotas.

E os motivos apontados para isso, geralmente são:

  • Enfrentando maiores resistências na disputa por vagas, as caminhoneiras se capacitam e se atualizam com maior frequência;
  • As mulheres apresentam maiores cuidados com a manutençãohigienização e
    organização dos veículos;
  • Diferentes estudos já demonstraram que as mulheres apresentam maiores cuidados e prudência no transito.

Ou seja, para as empresas contar com essas profissionais tem reflexos diretos na qualidade do serviçoprodutividade e redução de custos.

Os desafios para as mulheres no trecho, porém, não estão reduzidas ao machismo ligados a atividade. A rotina exaustiva da profissão e as duplas, às vezes tripla, jornada, é um problema sério, também exigem mudanças culturais.

Outro ponto é a falta de estrutura adequada nas rodovias para receber esse público. Nessa questão, a segurança das mulheres, em um país com altos índices de feminícidio e violência contra mulher.

boa notícia é que todas essas questões são cada vez mais discutidas pela sociedade, havendo esperança de mudança. As novas gerações já demonstram a vontade de que as relações entre os gêneros sejam pautadas pela igualdade.

É comum, por exemplo, ver depoimentos de caminhoneiras que exaltam a aceitação da família. Mesmo entre os colegas de profissão, após o choque inicial e ameaça de perda de espaço, passam ser mais respeitadas. O caminho, contudo, é longo!

Que no futuro, cada vez mais mulheres que se sentem atraídas pela profissão possam realizar seus sonhos. E que o transporte rodoviário de cargas, que por muito tempo foi considerado exclusividade dos homens, não mais o seja.

E você? É caminhoneira e gostaria de contar um pouco de sua história e os desafios enfrentados no trecho?

Envie para nós nos comentários! Sua história pode inspirar a muitas outras mulheres a
encararem a boleia. E não deixe de acompanhar o blog da Peres Diesel para saber mais sobre tudo que envolve a vida nas estradas. Até a próxima!


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Até a próxima e boa viagem!

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